Val…Paraíso!

- “Por que não? Afinal, estava tão perto…”

Boa decisão e boa surpresa!

Valparaíso (distante 120 quilômetros da capital Santiago) é para os viajantes como Woody Allen é para os cinéfilos: ou você ama, ou você odeia. Ao menos, foi esta a impressão passada pelos comentários que escutei antes de conhecer, na minha opinião, a cidade mais interessante de todo o Chile.

Cheguei num dia de festa. O Colo-Colo disputava um campeonato contra o Palestino e ganhava de 3×1. Ao caminhar pelas ruas, notei o povo nas casas e nos bares silenciosamente vidrados na televisão. Não houve queima de fogos, nem buzinaço ou gritaria… Apaixonados torcedores de futebol, aos olhos de um brasileiro, os chilenos podem parecer bastante contidos quando demonstram sua paixão. Mas este mesmo suspeito olhar do brasileiro, ao assistir a uma partida local, percebe que a torcida é excessivamente entusiasmada diante do desempenho das equipes.

O estilo da cidade me lembrou a capital bahiana, Salvador, com suas construções singulares encarapitadas nos morros… e quantos morros! Na verdade, os 42 ali chamados Cerros são a alma e a característica mais marcante do local, além de ser a forma como a cidade de subdivide: Cerro Alegre, Cerro Cárcel, por aí vai…

E por conta dos morros, Valparaíso oferece aos moradores um meio de transporte pitoresco e, aos turistas, uma deliciosa e inusitada atração: os ascensores, uma espécie de elevador que sobe e desce os Cerros na diagonal.

Mas as particularidades não param por aí…. Sede do Congresso Nacional do Chile, a cidade (tombada pela Unesco) ancora sua economia na forte atividade portuária, na indústria, no comércio, turismo e na cultura. E quem quiser experimentar uma combinação destes dois últimos elementos, não deve perder uma visita à La Sebastiana, casa de veraneio do poeta e vencedor do Prêmio Nobel de Literatura Pablo Neruda. Ademais de uma incursão na vida e obra do poeta, especialmente localizada, lá encima, a casa arranca suspiros dos visitantes também pela bela vista da cidade e do mar.

Posso dar um conselho? Leve sempre sua câmera!

Ao chegar a Valparaíso fui incansavelmente advertida a não andar com nada de valor. Carregando demasiada precaução e apenas um punhado de dinheiro no bolso, explorei a cidade e registrei apenas na memória todas as belas e ricas experiências que ela me oferecia.

Ai, se arrependimento matasse… em momento algum me senti ameaçada ou percebi algum fundamento em todas aquelas inúmeras orientações. Afinal, o conceito e o nível de violência nos países vizinhos em nada se parecem àqueles que temos aqui no Brasil.

Pequei pelo excesso de cuidado.

Mea culpa!

Perdão.

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2 Comentários

  1. Ângela Maria B Almeida disse:

    Querida Dani,Vou fazer turismo c/ vc,tudo bem? Gostei do seu comentário sobre a lei de carreira pública no Peru e todos os lugares por onde nos levou . Felicidades pelo trabalho realizado ,continue é esse o caminho. Bjsssss mil !

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