Sobre

Bastou que eu me tornasse uma trabalhadora assalariada para ser arrebatada por duas emoções antagônicas: o prazer de realizar-me profissionalmente, especialmente quando se alcança ideais por longo tempo incubados; versus a necessidade de férias prolongadas, especialmente quando não se alcança ideais por longo tempo incubados.

Na tentativa de refrear esta última, apelei para terapia alternativa: doses homeopáticas de feriados, recessos e férias muito bem aproveitados. Mas não havia como escapar daquele desejo gritante de largar tudo, chutar o pau da barraca, fugir com o circo…

Foi aí que, com uma moeda na mão e uma mochila nas costas, deixava à sorte ou ao acaso o rumo dos meus destinos. Foram vários ao longo de meses. E alguns realmente decididos no “cara-ou-coroa”.

Queria extremos. E alcancei. De Ushuaia, no extremo sul, à La Guajira, no extremo Norte, pincelei a América do Sul.

De volta à realidade e à vida assalariada, abandonei a mochila vazia, mas precisei encarar a mente e o coração repletos de experiências e histórias, e o HD do meu computador apinhado de fotos.

Mais uma vez, voltei à lógica dualista e decidi aposentar a barraca, em vez de só chutar o pau. Ocupei-me, então (e exclusivamente), de relembrar e reviver para reaproveitar e reciclar tudo o que havia colhido durante minhas viagens de curta, média e longa duração pela Argentina, Bolívia, Colômbia, pelo Brasil, Chile e Peru.

O resultado você confere aqui; neste projeto construído a partir da fotografia e com o intuito de oferecer um olhar particular, um outro enfoque, ou miradas, sobre algumas das realidades que nos cercam, seja em nosso país de origem ou em nossos vizinhos

O Miradas, portanto, surge como uma produção autoral, independente e livre (em sua forma e conteúdo). Livre também por sua licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil (CC By 3.0).

Sejam muito bem-vind@s!

Danielle Almeida Pereira

Saiba mais sobre o projeto: