Brasil

ALTOS E BAIXOS

Costuma ser assim…: sempre somos mais críticos e exigentes com nós mesmos; Nos conhecemos melhor, temos consciência de nossas potencialidades e possibilidades, portanto, as coisas nunca parecem ser suficientes.

No caso do Brasil e de seus brasileiros, no entanto, creio que essa auto-crítica esteja latente.

Somos o maior país da América do Sul e o quinto do mundo! Porém, já que tamanho não é documento, para provar nossa grandeza demos um jeitinho, aquele típico jeitinho brasileiro, de povoar o mundo com quase 200 milhões de moradores… uma atitude de peso.

E peso temos no mercado mundial. Nos juntamos aos gigantemente extensos e densamente populosos China, Índia e Rússia na formação do BRIC; despontamos como um dos principais provedores de alimentos para o mundo; e sempre nos regozijamos com nosso volumoso repositório hídrico.

Estamos em alta!

E alta é a quantidade de gente que vive em condições de extrema pobreza por aqui: quase 40% da população ganha menos de MEIO salário mínimo. Enquanto a soma de todas as riquezas do país poderiam render, por cabeça, R$ 19 mil.

Altas são as taxas de urbanização, de homicídios, principalmente de jovens nas grandes cidades, de mortes no campo, de violação de direitos humanos, de analfabetismo, de trabalho e mortalidade infantis, de trabalho escravo…

Por outro lado, em baixa está a população indígena, povos originários desta terra que, hoje, não chegam a 0,5% da população; em baixa estão a preservação de biomas como o Cerrado e a Mata Atlântica e nossa posição no Ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do PNUD; baixo é o investimento público em saúde e educação.

Alta é a porção de países de fronteira e alto é nosso isolamento, não só pela língua. Enquanto nossa pluralidade e riqueza culturais são quase imensuráveis, nossa integração com os vizinhos beira o inexistente.

Mas, alto lá! Permita-me destilar a auto-crítica em minha direção. Como dizia, quanto mais críticos e exigentes somos, menos as coisas parecem ser suficientes….

É assim que me sinto, quase envergonhada, ao tratar do tema “Brasil” neste projeto.

Por ter dimensão da gama de realidades e situações que permeiam nosso país, pincelar apenas alguns escassos pontos me chega como uma injustiça.

Mas que justiça seja feita! Que os exemplos trazidos aqui sejam considerados dignos pelos filhos deste solo cuja mãe é gentil, pátria amada, salve-se quem puder!

Confira aqui todas as fotos do país.

 

Para saber mais:

Superfície: 8.515.692,272 km² (Censo 2010)

Densidade demográfica: 22,43 hab/km² (Censo 2010)

Extensão: O Brasil é o maior país da América do Sul e o quinto maior do mundo. Salvo a existência de algumas ilhas, o país é constituído por uma única e contínua extensão territorial que no sentido leste-oeste alcança 4.319,4 km. Já no sentido norte-sul chega a 4.394,7 km (Embratur)

Fronteiras: Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia e Peru

Capital: Brasília

Unidades da Federação: 26 estados e o Distrito Federal

Municípios: 5 565 (Censo 2010)

População: 190.755.799 (Censo 2010)

  • Mulheres: 97.348.809
  • Homens: 93.406.990
  • Urbana: 84,4%. Na Região Sudeste, a mais urbanizada do Brasil, a taxa de urbanização é de 92,9%
  • Rural: 15,6%
  • Indígena: 0,4%

Mortalidade: 6 mortes a cada mil. Sendo que o homicídio vitima mais da metade dos jovens nas grandes cidades. Em 2009, foram assassinados 95,6 de cada 100 mil jovens do sexo masculino com idades entre 15 e 29 anos

Mortalidade infantil: 22,5%

Pobreza: 30,58% da população vive com menos de meio salário mínimo (Pnad-IBGE/2008)

Saúde: Segundo o DataSUS, 2,59 foi o número de consultas médicas por habitante registradas no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2008. Neste mesmo ano, o número de profissionas de saúde por mil habitantes chegou a 1,80. Outros dados: Número de leitos hositalares públlicos por mil habitantes: 0,81 (ano 2005). Gasto da administração pública com consumo de bens e serviços de saúde, como percentual do PIB: 3,3 (ano 2007)

Expectativa de vida: 73,1 anos

Mercado de Trabalho (ano 2009):

  • População Economicamente Ativa (PEA): 101,1 milhões
  • Ocupados: 92,7 milhões
  • Desocupados: 8,4 milhões
  • Trabalhadores formais: 32,4 milhões
  • Trabalho infantil: 4,3 milhões de trabalhadores de 5 a 17 anos de idade (ano 2009)

Cesta básica: R$ 268,52 (Dieese- abril de 2011. Maior preço registrado nas capitais)

PIB per capita: R$ 19.016 (ano 2010)

PIB: R$ 3.675 trilhões (ano 2010)

IDH: 0,699 .73° no ranking mundial (PNUD-2010)

Educação: No Brasil, 14,1 milhões de habitantes com 15 ou mais (o que significa 9,7% da população) são analfabetos. Já o analfabetismo funcional (pessoa com menos de quatro anos de estudos completos) atinge 20,3% da população nessa mesma faixa etária (Pnad-IBGE/2009)

Língua: português

Governo: República federativa

Moeda: real

Independência: 7 de setembro de 1822

Regime militar: 1964-1985

Economia: Num país de quase 200 milhões de habitantes não é de se estranhar que o carro-chefe da economia seja o setor de comércio e serviços, responsável por 55% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e considerado o maior gerados de empregos no país; formais e informais, diga-se de passagem. Mas, lá fora, o Brasil chama a atenção por sua produção agropecuária, que responde por 27% do PIB, a soma de todas as riquezas produzidas. Tido como uma liderança no mercado mundial de alimentos, o país exporta café, açúcar, álcool feito da cana-de-açucar, suco de laranja (pivô da briga Brasil/EUA na Organização Mundial do Comércio), soja, milho, arroz e carnes. Já a Indústria, com um impacto semelhante ao da agropecuária no PIB, tem, nos últimos anos, dado destaque à construção civil; Enquanto o governo se deleita com as descobertas de novas áreas de exploração de petróleo e gás e a iniciativa privada colhe os dividendos de empresas que, no passado, eram públicas (Portal Brasil)

Geografia: A floresta Amazônica faz parte do imaginário popular quando se fala em Brasil. Não é para menos, este importante bioma ocupa quase a metade do território nacional e consiste no lar de milhares de espécies de plantas, animais, sem contar no imenso manancial hídrico. Mas reduzir o Brasil à Amazônia é, no mínimo, simplista. Nosso país abriga uma biodiversidade incrível na Caatinga, no Cerrado, na Mata Atlântica, no Pampa e Pantanal. São milhares de espécies de plantas, peixes, aves e mamíferos. Diversidade esta que corre sério risco. Desde a chegada dos portugueses até a atualidade, por exemplo, a Mata Atlântica resiste com apenas 7% da sua cobertura original. Uma ameaça que paira também sobre o Cerrado, o segundo maior e o mais antigo bioma brasileiro. É nele que está a bacia do Rio São Francisco, uma das mais importantes bacias brasileiras (ICMBio)

Hidrografia: De acordo com o Governo Federal, o Brasil possui o maior potencial hídrico do planeta: 11%. A bacia hidrográfica Amazônica é a maior do país e do mundo todo, ocupando uma área de 7.008.370 km². Deste total, 64,88% (ou 3.843.402 km²) estão em território brasileiro. O restante está dividido entre a Colômbia (16,14%), Bolívia (15,61%), Equador (2,31%), Guiana (1,35%), Peru (0,60%) e Venezuela (0,11%) (Portal Brasil)

Oceanos: Atlântico. São mais de 7.300 km de orla marítima. (Portal Brasil)

 

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE